segunda-feira, 22 de junho de 2009

- Viciado em Internet??

Vamos lá! Precisamos saber de que assim como algumas pessoas são viciadas em drogas, no tabaco, no jogo... Outras são em Internet; isso mesmo passam horas na frente do computador. Essa doença vem sendo estudada desde 1995 inicialmente nos EUA.

“On line addcction” – Vício da Internet, Também chamado de “compulsão a internet” ou transtorno de dependência a Internet – TDI. É um fenômeno já considerado como um problema psiquiátrico por alguns especialistas. Até porque essa compulsão está também relacionado à sensação de prazer físico que ela produz, através da espera daquele tão esperado e-mail, em um bate-papo, num jogo virtual, download de fotos picantes... São produzidas no cérebro descargas elétricas entre os neurônios, induzidas pelo neurotransmissor chamado dopamina. A dopamina é uma substância que o cérebro libera normalmente quando uma pessoa faz sexo, come ou bebe. Quanto mais dopamina, maior a sensação de prazer. A dependência a Internet mantém esse mesmo padrão fisiológico, criando uma dependência naqueles pequenos momentos de prazer.

Existem casos de pessoas que chegam a se isolar completamente, por se “teletransportarem” para um mundo virtual, “mágico” e “fantasioso”, onde só é real na mente daquele que se deixa invadir por esse vício também destruidor. É um tema preocupante que assusta pais, familiares, amigos... Os processos terápicos (incluindo terapia em grupo, individual e até internação) são oportunos nestes casos, assim como se detectado a necessidade de uma avaliação psiquiátrica. Espero que este artigo seja útil para você ou para ajudar alguém próximo a você. Boa leitura. Um enorme abraço de paz!


*Texto retirado da Folha de São Paulo Por: SÉRGIO VINÍCIUS

O vício em internet, assim como muitos outros vícios chamados de dependências comportamentais, podem causar danos físicos e emocionais ao portador do problema.Entre os sintomas físicos, estão incluídos a taquicardia, a sudorese, a secura da boca e as tremedeiras. A longo prazo, a longevidade diante do computador ainda resulta em problemas como comprometimento da postura, lesões por esforço repetitivo, como tendinite, obesidade ou subnutrição, devido a má alimentação, e deformidade na visão, atacada pela luminosidade do monitor.

Do lado psíquico, a incapacidade de concentração, a angústia por estar longe de um computador e o sentimento de impotência estão entre os problemas apresentados. Todas estas características comprometem o indivíduo de diversas formas, como baixo rendimento escolar e profissional, e o sono, por passar madrugadas diante do computador.

"Há casos de dependentes que renegaram a segundo plano a higiene somente para ficar mais tempo na frente de um computador", conta Rosa. 'Mas isso não é comum em casos de viciados em internet', completa a psicóloga.

A tendência é que o vício em internet seja apenas uma ponta do iceberg. E, com o tempo, mais problemas gerados pela tecnologia comecem a aparecer. "Quanto mais presente a tecnologia em nossa vida, mais problemas haverá na relação entre homem e máquina. O vício em internet é só uma das vertentes. O tempo trará mais", diz Erick Itakura, psicólogo da clínica da PUC.

O Núcleo de Pesquisas em Psicologia e Informática da PUC preparou um relatório com alguns procedimentos comuns a pessoas viciadas em internet. Tomando por base os casos atendidos desde 1995, alguns adictos apresentam como principais características:

Preocupação:

O viciado fica constantemente preocupado com a internet quando está off-line e mal consegue pensar em outra coisa.

Necessidade:

O indivíduo tem a necessidade contínua e crescente de utilizar a internet como forma de obter a excitação desejada.

Irritabilidade:

Quando tentam reduzir seu tempo na internet, o adicto apresenta reação irritada e grande dificuldade de aceitação.

Fuga:

Utilização da internet como forma de fugir de problemas, ou de aliviar sentimentos de impotência, culpa, ansiedade ou depressão é o modo como o viciado se relaciona com ela.

Mentira:

O viciado tem o hábito de mentir para familiares e pessoas próximas com o intuito de encobrir a extensão do seu envolvimento com as atividades on-line.

Prejuízos:

Com o excesso de tempo na internet, o adicto compromete sua vida social e profissional, evitando compromissos off-line.

Lesões:

O uso prolongado do computador causa problemas nas articulações motoras utilizadas na digitação, o que causa lesões por esforços repetitivos (LER).

Apatia:

O viciado em internet tem falta de interesse em atividades que sejam realizadas fora da rede ou longe do mundo digital.

Sonho:

Sensação de estar vivendo um sonho, durante um período prolongado na internet, é comum no dia-a-dia da pessoa com compulsão ao acesso.

Tempo:

Tempo exagerado de conexão, aliado à má qualidade do uso da internet, é uma constante na vida do viciado. A forma da utilização da internet é o elemento determinante para definir se o indivíduo é viciado ou não.

Temas:

Os temas abordados normalmente pelo indivíduo são relacionados, de forma direta ou indireta, com a própria internet.

- A palavra "MAS"

Este artigo nos faz refletir sobre nossa forma de nos comunicarmos com o mundo! Pois nossas palavras têm muito impacto na vida e na reação das outras pessoas conosco e com o cosmos. Procurarei trazer sempre artigos referentes aos nossos comportamentos... Como uma possibilidade de refletirmos... E refletirmos. Este artigo foi retirado de teorias referente a PNL (Programação Neurolonguística). Boa leitura!

Analisemos a frase: "Considero você um funcionário muito competente, honesto, dedicado, MAS gostaria que você não chegasse atrasado". Qual frase o funcionário vai memorizar? Certamente, a que é iniciada por "MAS". Além disso, ficará com a impressão de que chegar atrasado chama mais a atenção de seu chefe do que o fato de ser competente, honesto e dedicado.

A palavra "MAS" coloca uma frase em oposição a outra. É como se a frase iniciada por "MAS" apagasse tudo o que havia sido dito antes. Como você se sentiria se alguém lhe dissesse: "Gosto muito de você, MAS gosto muito de fulano também" ? Provavelmente, você sentiria que esta pessoa gosta muito mais do fulano do que de você.

Numa discussão, a palavra "MAS" causa ainda mais resistência e tensão. Só de ouvi-la, as pessoas se tornam mais inflexíveis e se colocam na defensiva. Isto acontece porque estamos condicionados ao seu efeito. Ao ouvir um "MAS", soa um sinal de alarme que nos faz defender com mais vigor ainda nossas idéias e posições.

Simplificando muito, diríamos que a cada vez que ouvimos um "MAS" em resposta ao que dissemos, num diálogo ou discussão, concluímos que a pessoa que nos fala está contra nós.
O que se pode fazer para evitar os efeitos negativos do "MAS"? Primeiro, não usá-lo da forma como demonstramos nos exemplos acima. Segundo, substituí-lo pela palavra "E", quando isto for apropriado.

Como na frase "Gosto muito de você E gosto muito de fulano também". Ou a frase "Considero você um funcionário muito competente, honesto, dedicado E gostaria que você chegasse no horário". (Lembra-se de que é melhor não usar a palavra "NÃO", conforme dissemos num artigo anterior? Ao invés de dizer "Não chegue atrasado", melhor dizer "Chegue no horário").

A palavra "MAS" pode ser usada de forma positiva para ressaltar um conteúdo desejado: "Meu filho, eu sei que você está triste por ter ido mal na prova, MAS nós sabemos que você é muito inteligente e que estudou bastante". Neste caso, a criança compreenderá que suas habilidades e possibilidades são maiores que o resultado de uma única avaliação. Agora, imagine o que a criança sentiria se a frase fosse invertida desta maneira: "Eu sei que você é muito inteligente e estudou bastante, MAS você foi mal na prova"...

As frases que construímos com "MAS" podem ainda revelar visões distorcidas que temos do mundo e de nós mesmos. Podem indicar relações que na verdade não existem. Por exemplo: "Não gosto de ser ríspido, MAS meu trabalho assim exige". Poderíamos perguntar a esta pessoa: "Quer dizer então que se seu trabalho não exigisse, você não seria ríspido?" "Como seria então?" "O que poderia acontecer se você não fosse ríspido em seu trabalho?" Estas e outras perguntas auxiliam a pessoa a buscar informações que ela havia suprimido e a desfazer relações de causa e efeito que não existiam de fato.

Também objeções são expressas através do "MAS": "Este carro é lindo, MAS custa muito caro".

Uma forma de lidar com objeções é fazer de conta, por um momento, que elas não existem: "Então se não fosse caro, este seria o tipo de carro que o deixaria feliz? Este tipo de pergunta faz com que o indivíduo avalie melhor seus critérios e prioridades.

Seria como se lhe perguntássemos: "O que é mais importante para você, o dinheiro que vai gastar ou o prazer de possuir este carro?"

* Por Nelly Beatriz M.P. Penteado

domingo, 7 de junho de 2009

- Esquizofrenia, o que é?

“...que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece,nem repetidas com fervor apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos, porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que eu calo...”

“... e que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor e a outra metade também.”
Metade – O. Montenegro



Na novela O Caminho das Índias, Glória Perez (autora) está buscando relacionar o que é esse transtorno, ainda visto com certa discriminação. O ator Bruno Gagliasso (personagem: tarso) vem demonstrando com muita competência o que acontece com determinado tipo de esquizofrenia.

Em muitos casos a televisão é de extrema importância, (esclarecedora) para que a população comece a ter um olhar diferenciado para as patologias existentes e as diferenças como são tratadas, até pela própria questão social. Este é ainda um tema difícil, como disse anteriormente, as pessoas precisam do conhecimento dessa patologia e de suas implicações, para que ajudem seus amigos e parentes a lidarem melhor com as características que surgirem ao longo da vida. Aqui neste artigo você pode ter algumas explicações e esclarecer algumas dúvidas. Boa leitura. Um abraço!

O que é?
Esquizofrenia é uma doença mental que se caracteriza por uma desorganização ampla dos processos mentais. É um quadro complexo apresentando sinais e sintomas na área do pensamento, percepção e emoções, causando marcados prejuízos ocupacionais, na vida de relações interpessoais e familiares.

Nesse quadro a pessoa perde o sentido de realidade ficando incapaz de distinguir a experiência real da imaginária. Essa doença se manifesta em crises agudas com sintomatologia intensa, intercaladas com períodos de remissão, quando há um abrandamento de sintomas, restando alguns deles em menor intensidade.

É uma doença do cérebro com manifestações psíquicas, que começa no final da adolescência ou início da idade adulta antes dos 40 anos. O curso desta doença é sempre crônico com marcada tendência à deterioração da personalidade do indivíduo.

Como se desenvolve?

Até hoje não se conhece nenhum fator específico causador da Esquizofrenia. Há, no entanto, evidências de que seria decorrente de uma combinação de fatores biológicos, genéticos e ambientais que contribuiriam em diferentes graus para o aparecimento e desenvolvimento da doença. Sabe-se que filhos de indivíduos esquizofrênicos têm uma chance de aproximadamente 10% de desenvolver a doença, enquanto na população geral o risco de desenvolver a doença é de aproximadamente 1%.

O que se sente?

Os quadros de esquizofrenia podem variar de paciente para paciente, sendo uma combinação em diferentes graus dos sintomas abaixo:

Delírios:

o indivíduo crê em idéias falsas, irracionais ou sem lógica. Em geral são temas de perseguição, grandeza ou místicos

Alucinações:

O paciente percebe estímulos que em realidade não existem, como ouvir vozes ou pensamentos, enxergar pessoas ou vultos, podendo ser bastante assustador para o paciente
Discurso e pensamento desorganizado:

O paciente esquizofrênico fala de maneira ilógica e desconexa , demonstrando uma incapacidade de organizar o pensamento em uma seqüência lógica
Expressão das emoções:

O paciente esquizofrênico tem um "afeto inadequado ou embotado", ou seja, uma dificuldade de demonstrar a emoção que está sentindo. Não consegue demonstrar se está alegre ou triste, por exemplo, tendo dificuldade de modular o afeto de acordo com o contexto, mostrando-se indiferente a diversas situações do cotidiano
Alterações de comportamento:

Os pacientes podem ser impulsivos, agitados ou retraídos, muitas vezes apresentando risco de suicídio ou agressão, além de exposição moral, como por exemplo falar sozinho em voz alta ou andar sem roupa em público.

Como o médico faz o diagnóstico?

Para fazer o diagnóstico , o médico realiza uma entrevista com o paciente e sua família visando obter uma história de sua vida e de seus sintomas o mais detalhada possível. Até o presente momento não existem marcadores biológicos próprios dessa doença nem exames complementares específicos, embora existam evidências de alterações da anatomia cerebral demonstráveis em exames de neuro-imagem e de metabolismo cerebral sofisticados como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética, entre outros.

Além de fazer o diagnóstico, o médico deve tentar identificar qual é o subtipo clínico que o paciente apresenta. Essa diferenciação se baseia nos sintomas que predominam em cada pessoa e na evolução da doença que é variada conforme o subtipo específico. Os principais subtipos são:

paranóide (predomínio de delírios e alucinações)
desorganizada ou hebefrênica (predomínio de alterações da afetividade e desorganização do pensamento)
catatônico (alterações da motricidade)
simples (diminuição da vontade e afetividade, empobrecimento do pensamento, isolamento social)
residual (estágio crônico da doença com muita deterioração e pouca sintomatologia produtiva).

Como se trata?

As medicações antipsicóticas ou neurolépticos são o tratamento de escolha para a esquizofrenia. Elas atuam diminuindo os sintomas (alucinações e delírios), procurando restabelecer o contato do paciente com a realidade; entretanto, não restabelecem completamente o paciente. As medicações antipsicóticas controlam as crises e ajudam a evitar uma evolução mais desfavorável da doença. Em geral, as drogas antipsicóticas apresentam efeitos colaterais que podem ser bem controlados.

Em crises especialmente graves, ou em que não houve resposta às medicações, pode-se fazer uso da eletroconvulsoterapia (ECT) antigamente chamado de eletro-choque. Esse método é bastante seguro e eficaz para melhora dos sintomas, sendo realizado com anestesia. Uma outra possibilidade é usar antipsicóticos mais modernos chamados de atípicos ou de última geração. As abordagens psico-sociais, como acompanhamento psicoterápico, terapia ocupacional e familiar são também muito importantes para diminuir as recaídas e promover o ajustamento social dos portadores da doença.


*Por: Dra. Ana Luiza Galvão e Dr. Cláudio M. Abuchaim

sábado, 6 de junho de 2009

- (Transtorno) Como o paciente pode se ajudar!

É isso ai gente! Em tudo na vida precisamos assumir a responsabilidade de que sou “eu” que devo procurar a ajuda em primeiro lugar e que sou eu, em primeiro lugar que tenho que ajudar. Primeiro tendo a percepção de que se tenho um transtorno, não devo me fazer de vítima ou de “coitadinho” colocando os acontecimentos da minha vida como justificativa de que não faço ou não consigo por que tenho um “transtorno”. Então vamos lá leia esse artigo, entenda melhor você mesmo! E viva a vida!

A pessoa mais interessada no próprio bem-estar é quem está doente. O paciente com transtorno bipolar do humor tem uma doença que costuma durar a vida toda, que se mantém sob controle com tratamento adequado. Cabe a ele o esforço de manter o tratamento: é ele quem toma os medicamentos ­ ou não. Ninguém pode forçá-lo, a não ser em situações que ponham em risco a sua segurança ou a de outros. Portanto, se você é portador do transtorno bipolar:

- Comprometa-se com o tratamento ­ discuta dúvidas com seu médico, eficácia dos estabilizadores do humor, intolerância a efeitos colaterais, etc.

- Mantenha uma rotina de sono; mudanças no sono ou redução do tempo total de sono podem desestabilizar a doença; converse com seu médico, caso precise mudar o hábito de dormir;

- Evite álcool e drogas; além de interagirem com algumas medicações, também agem no cérebro, aumentando o risco de desestabilização da doença; se tiver insônia ou inquietação, não se automedique ­ converse com seu médico;

- Evite outras substâncias que possam causar oscilações no seu humor, como café em excesso, drinques, antigripais, antialérgicos ou analgésicos ­ eles podem ser o estopim de novo episódio da doença;

- Enfrente os sintomas sem preconceito - discuta com seu médico sobre ele;

- Se não estiver podendo trabalhar, "não queime o filme" ­ é mais sensato tirar uma licença, conversar com a família ou com o patrão, e se permitir convalescer;

- Lembre-se: você está bem por tomar a medicação; se parar de tomá-la, mesmo após 5 ou 10 anos, os sintomas podem voltar sem prévio aviso; é preciso manter-se alerta para o aparecimento dos primeiros sinais, como insônia e irritabilidade;

- Há indícios de que quanto mais crises da doença a pessoa tiver, mais ela continuará tendo, por isso, procure participar ativamente do tratamento;

- Descubra seus sintomas iniciais de nova crise depressiva ou maníaca ­ tome nota e avise imediatamente seu médico;

- Aproveite períodos de bem-estar para redescobrir como você de fato é; como são os sentimentos de tristeza, alegria, disposição e como você lida com seus problemas;

- Quanto mais você conhecer a doença, melhor você poderá controlar os sintomas no período inicial; proteja-se: evite estímulos de risco em potencial, como decisões importantes, relações sexuais sem preservativos, projetos ambiciosos, gastos ­ ponha seus planos no papel e espere para executá-los quando se reequilibrar; procure canalizar hiperatividade ou idéias negativas para atividade física ou manual; se estiver deprimido, dê-se um empurrão, pois a iniciativa está em baixa;

- Procure e aceite ajuda da família e dos amigos quando perceber que não consegue se cuidar sozinho.

- É comum querer parar o tratamento, ou porque vai tudo bem, ou porque não está dando certo; procure conversar com outras pessoas com o mesmo problema, que já passaram por isso; lembre-se de como era seu sofrimento; discuta com a família se valeria a pena buscar uma segunda opinião sobre o diagnóstico e o tratamento.

- Temporariamente o paciente pode ficar inapto a se tratar adequadamente. Nestas fases a intervenção amiga da família é fundamental.


Fonte : ABRATA www.abrata.com.br
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