sábado, 6 de junho de 2009

- (Transtorno) Como o paciente pode se ajudar!

É isso ai gente! Em tudo na vida precisamos assumir a responsabilidade de que sou “eu” que devo procurar a ajuda em primeiro lugar e que sou eu, em primeiro lugar que tenho que ajudar. Primeiro tendo a percepção de que se tenho um transtorno, não devo me fazer de vítima ou de “coitadinho” colocando os acontecimentos da minha vida como justificativa de que não faço ou não consigo por que tenho um “transtorno”. Então vamos lá leia esse artigo, entenda melhor você mesmo! E viva a vida!

A pessoa mais interessada no próprio bem-estar é quem está doente. O paciente com transtorno bipolar do humor tem uma doença que costuma durar a vida toda, que se mantém sob controle com tratamento adequado. Cabe a ele o esforço de manter o tratamento: é ele quem toma os medicamentos ­ ou não. Ninguém pode forçá-lo, a não ser em situações que ponham em risco a sua segurança ou a de outros. Portanto, se você é portador do transtorno bipolar:

- Comprometa-se com o tratamento ­ discuta dúvidas com seu médico, eficácia dos estabilizadores do humor, intolerância a efeitos colaterais, etc.

- Mantenha uma rotina de sono; mudanças no sono ou redução do tempo total de sono podem desestabilizar a doença; converse com seu médico, caso precise mudar o hábito de dormir;

- Evite álcool e drogas; além de interagirem com algumas medicações, também agem no cérebro, aumentando o risco de desestabilização da doença; se tiver insônia ou inquietação, não se automedique ­ converse com seu médico;

- Evite outras substâncias que possam causar oscilações no seu humor, como café em excesso, drinques, antigripais, antialérgicos ou analgésicos ­ eles podem ser o estopim de novo episódio da doença;

- Enfrente os sintomas sem preconceito - discuta com seu médico sobre ele;

- Se não estiver podendo trabalhar, "não queime o filme" ­ é mais sensato tirar uma licença, conversar com a família ou com o patrão, e se permitir convalescer;

- Lembre-se: você está bem por tomar a medicação; se parar de tomá-la, mesmo após 5 ou 10 anos, os sintomas podem voltar sem prévio aviso; é preciso manter-se alerta para o aparecimento dos primeiros sinais, como insônia e irritabilidade;

- Há indícios de que quanto mais crises da doença a pessoa tiver, mais ela continuará tendo, por isso, procure participar ativamente do tratamento;

- Descubra seus sintomas iniciais de nova crise depressiva ou maníaca ­ tome nota e avise imediatamente seu médico;

- Aproveite períodos de bem-estar para redescobrir como você de fato é; como são os sentimentos de tristeza, alegria, disposição e como você lida com seus problemas;

- Quanto mais você conhecer a doença, melhor você poderá controlar os sintomas no período inicial; proteja-se: evite estímulos de risco em potencial, como decisões importantes, relações sexuais sem preservativos, projetos ambiciosos, gastos ­ ponha seus planos no papel e espere para executá-los quando se reequilibrar; procure canalizar hiperatividade ou idéias negativas para atividade física ou manual; se estiver deprimido, dê-se um empurrão, pois a iniciativa está em baixa;

- Procure e aceite ajuda da família e dos amigos quando perceber que não consegue se cuidar sozinho.

- É comum querer parar o tratamento, ou porque vai tudo bem, ou porque não está dando certo; procure conversar com outras pessoas com o mesmo problema, que já passaram por isso; lembre-se de como era seu sofrimento; discuta com a família se valeria a pena buscar uma segunda opinião sobre o diagnóstico e o tratamento.

- Temporariamente o paciente pode ficar inapto a se tratar adequadamente. Nestas fases a intervenção amiga da família é fundamental.


Fonte : ABRATA www.abrata.com.br

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